segunda-feira, 13 de maio de 2013

O mal que desejamos aos outros

                       
Um menino entrou em casa dizendo ao pai que estava com muita raiva de um colega da escola. ficou xingando o amigo e desejando tudo de ruim para ele. o pai escutou tudo calado e levou o garoto até o fundo do quintal, onde havia um saco cheio de carvão.
- filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu colega, e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. depois eu volto para ver como ficou.

o menino começou a jogar o carvão na camisa. o varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo.
uma hora passou e o menino terminou a tarefa. o pai, que espiava tudo de longe, aproximou do filho e perguntou:

- filho, como você está se sentindo agora?
- estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
- venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanhou o pai até o quarto e foi colocado na frente de um grande espelho, onde pôde ver seu corpo todo. que susto! só conseguia enxergar seus dentes e seus olhinhos. o pai, então, lhe disse:
- filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você. o mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu.

por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos e a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

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