sábado, 20 de julho de 2013

Quando as bençãos não chegam...

                      
Entenda que Deus não é homem para mentir
Na Igreja Primitiva, a prioridade era o amor ao próximo. Os primeiros cristãos de Jerusalém, após o Dia de Pentecostes, eram extremamente unidos. Muitos repartiam todos os seus bens materiais (Atos 2.44,45), vendiam suas propriedades e davam à Igreja o produto da venda. A visão era a de “santificação”.

O que tem acontecido com a igreja de hoje? Por que muitos servos não conseguem chegar a um patamar de crescimento espiritual satisfatório? Algumas pessoas envolvidas com a obra de Deus, dentro das igrejas, não entendem o porquê da estagnação.

Em primeiro lugar, é válido lembrar que Deus é simples. Não criou nada que pudesse dificultar a vida do homem. Onde habita o Espírito de Deus não há espírito de confusão. Porque Deus não é de confusão, e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos (1 Coríntios 14.33). Portanto, Suas respostas também são simples para que o homem O entenda com clareza.

O que de fato vem acontecendo nas igrejas é que o cristão já não estuda mais as Escrituras Sagradas, apenas lê rapidamente achando que todas as bênçãos virão sobre a sua vida, sem que reconheça seus direitos legais no mundo espiritual.

A Palavra é clara quando afirma: “Sem santificação ninguém verá a Deus.” Ora, o que é a santificação senão o querer fazer a vontade de Deus em todas as coisas? Se uma pessoa dentro da obra do Senhor deseja crescer, precisa, em primeiro lugar, analisar o seu coração e verificar se realmente está sendo verdadeira com Ele.

No livro de Gálatas 5.19-21, as Sagradas Escrituras deixam registrado um tesouro no que se pode abordar sobre esse assunto: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam”.

Aquele que vive somente uma dessas obras já pode ter o seu ministério comprometido. Uma coisa é a pessoa ter uma fraqueza ou um desvio de conduta, mas lutar diante de Deus para mudar a situação. Outra bastante diferente é quando ela detecta o erro, mas se acomoda por achar que aquilo faz parte de sua personalidade. Onde não há confissão, se apodrecem os ossos – Deus odeia a omissão.

Há uma consequência grave para aqueles que não querem ser restaurados em seu caráter pessoal. “...a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam.” (Gálatas 5.21)

Se alguém dá espaço para tais sentimentos, os dominadores se potencializam nessas áreas. O objetivo é claro: enfraquecer a fé, frustrar e entristecer a alma. Dessa maneira, satanás fica com o caminho livre para agir com mais facilidade.


Identificando as obras da carne
Prostituição: comércio habitual ou profissional de amor sexual. Trato sexual com outro distinto do próprio cônjuge, em troca de dinheiro ou outra forma de pagamento.

Impureza: aquilo que misturado a uma substância a polui ou a adultera. Significa basicamente sujeira. A palavra denota a corrupção da moralidade e da alma de uma pessoa. Ela pode ser usada para falar de impureza religiosa, mas também pode significar corrupção moral. Esta impureza separa uma pessoa de Deus, que é puro e santo.

Lascívia: luxúria, libertinagem, sensualidade, perversão de costumes, sugere um amor ao pecado, de quem perdeu sua vergonha e imprudentemente viola a lei de Deus. É normalmente usada para falar de tal atitude para com os pecados sexuais.

Idolatria: amor ou paixão exagerada. Essencialmente, a adoração a uma criatura quando deveríamos adorar somente ao Criador. É assim uma rejeição a Deus e à sua posição de autoridade e honra. Pode ser cometida na adoração a imagens (Romanos 1.19-23) ou na exaltação e na busca por coisas materiais (Mateus 6.24; Colossenses 3.5).

Feitiçaria: emprego de feitiços e bruxarias. A feitiçaria é, pela primeira vez, indicada em Êxodo 22.18: “A feiticeira não deixarás viver.” É, também, condenada em Levítico 20.27, Deuteronômio 18.9-12. A feitiçaria era considerada como apelo a outro poder diferente do poder do Senhor, sendo por isso uma manifesta rebelião contra a majestade divina.

Os dominadores são demônios que agem na esfera pessoal, ou seja, na deformação do caráter, e se alimentam espiritualmente desses sentimentos, causando destruição nos relacionamentos entre as pessoas, quanto às amizades, nas famílias e dentro da igreja – o Corpo de Cristo. Efésios 6.12.

Inimizade: falta de amizade, aversão, malquerença. É uma palavra comum para descrever a separação entre inimigos. É a mesma palavra que Paulo usou em outro lugar para falar da separação de Deus (Romanos 8.7), ou da divisão entre os judeus e os gentios, que foi removida pelo sacrifício de Cristo (Efésios 2.14-16). Os cristãos têm que amar seus inimigos e não podem imitar o ódio do mundo (Mateus 5.43-48).

Porfia: discussão ou contenda de palavras. É o comportamento que resulta da atitude de inimizade. Esta palavra descreve debates, disputas e lutas que, frequentemente, ocorrem quando as pessoas estão preocupadas, de modo egoísta, em proteger seus próprios interesses.

Ciúme: emulação, sentimento que nos incita a nos igualarmos ou a superarmos de outrem. É uma palavra que fala do medo de perder alguma coisa, que leva a conflitos com outros e até mesmo a ressentimento e ódio por outras pessoas.


Ira: raiva, indignação. É uma palavra forte que descreve a fúria e o impulso violento contra coisas ou pessoas que nos ofendem. É, frequentemente, percebida em pessoas com tendência a reagir quando se sentem lesadas. Em contraste, Paulo disse que não temos que procurar vingança, mas sim deixar para Deus o exercício da justiça (Romanos 12.19-21).

Discórdia: divergência de opiniões ou de interesses. Descreve as dissensões que resultam de ambições egoístas. É uma palavra política, que descreve a campanha partidária pela honra e posição. Tal política não tem lugar entre os servos de Cristo. Paulo disse que a solução para tais conflitos é imitar a atitude altruísta do sacrifício de Cristo (Filipenses 2.1-8).

Dissensão: descreve as divisões que resultam quando as pessoas satisfazem seus próprios desejos em vez de buscarem agradar ao Senhor. Para evitá-las, precisamos basear nossa unidade na Palavra de Deus (1 Coríntios 1.10) e no exemplo que Jesus nos deu (João 17.20-23).

Facção: heresia, doutrina contrária ao que foi definido pela igreja em matéria de fé. Seita ou partido. Os primeiros três capítulos de 1 Coríntios mostram que tais seitas não deveriam existir na Igreja do Senhor. Não devemos seguir as várias doutrinas humanas que dividem o mundo religioso. Devemos nos unir a Cristo e àqueles que O seguem fielmente.

Inveja: descaso ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem, desejo de possuir o bem alheio. A inveja é o ódio e o ressentimento que uma pessoa sente quando outros prosperam em áreas financeiras, materiais ou espirituais, bem como em ministérios dentro da Igreja.

Bebedice: o vício da embriaguez é um problema que tem afligido a sociedade desde os tempos antigos. O abuso do álcool, com todos os seus resultados de mortes, lares desfeitos, esposas e filhos maltratados, etc., continua a ser uma das mais comuns obras da carne. Ela não tem lugar na vida de uma pessoa que está, verdadeiramente, sob o comando de Deus.

Glutonaria: qualidade de glutão, voracidade. É uma palavra que nos recorda que o excesso, mesmo por coisas que não são necessariamente más, pode ser errado. Não é errôneo comer, mas comer sem se conter é errado. A pessoa que não pode recusar comida não está mostrando o autodomínio que Deus exige de nós.

Restaurando o caráter
O processo para se chegar à restauração do caráter é mais simples do que se possa imaginar. Deus já sabia sobre a queda do homem para as obras da carne. Por essa razão, deixou na Sua Palavra orientações expressas para que o homem, mesmo fraco, não pereça. É mediante essas orientações que o homem é livre. Embora a carne seja fraca, o Espírito é forte e pode mudar todas as coisas, pois para Ele não há impossíveis.

Se confessarmos os nossos pecados, Ele será fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça (1João 1.9). Se o homem tão-somente usar esse versículo e confessar especificamente o pecado que está tentando sufocá-lo, a Palavra de Deus o limpará e o restaurará no mesmo instante.

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