domingo, 3 de novembro de 2013

Pais separados devem dar mais atenção aos filhos


A falta de um dos pais requer esforço maior
O que mais vemos hoje em dia são pais separados e filhos tendo duas casas para morar. O resultado disso é que sempre um deles não está por perto na maioria das atividades do pequeno e isso pede mais atenção para o filho.

Segundo a psicóloga Regiane Machado, a criança pode sentir a falta do pai, ou da mãe ou até de ambos, principalmente quando estão em fase escolar, e esse sentimento traz algumas consequências. “Essa falta pode gerar insegurança, sensação de não ser amado e abandono, autoestima baixa e problemas ao longo de seu desenvolvimento. Tudo isso podendo intensificar caso não haja por parte do responsável pelo pequeno uma explicação de modo verdadeiro, mas não agressivo, dos motivos que levaram ou levam seus pais a estarem ausentes.”
Mas é claro que há diferença no trauma causado entre menino e menina pela falta de um dos pais. “Dependendo do sexo da criança, o afastamento de um dos pais pode ser significativo. Em geral, as meninas identificam-se mais com as mães e vice-versa, mas o oposto também é verdadeiro. Contudo, o pai e a mãe exercem influências complementares no desenvolvimento infantil”, explica Regiane.

O pai ou mãe que ficou responsável pela criança deve saber conviver com ela, sem subestimar sua inteligência e percepção. “Tem que lidar com a ausência de modo verdadeiro, com o cuidado devido, sem denegrir a imagem do ausente, motivado por sentimentos de raiva ou similares.”

A tarefa de criar um filho sozinho não é fácil, mas também não é impossível. “O pai ou a mãe, nesse caso, terá que assumir responsabilidades que seriam divididas entre os dois, que são tanto a preocupação em transmitir afeto, carinho, atenção, respeito, como também estabelecer regras, horários  e limites. Fora as demais responsabilidades que sabemos que envolvem os cuidados com os filhos”, esclarece a psicóloga.

Há quem acredite que um parente possa substituir a mãe ou o pai como figura feminina ou masculina, mas essa troca não é simples. “Substituir é difícil. Mas se o parente tiver um bom relacionamento com a criança, será saudável, e até poderá suprir algumas necessidades. Porém, isso somente ocorrerá se ambos estiverem dispostos - adulto e criança”, diz Regiane.

Para suprir essa falta e amenizar a distância é preciso que os pais ausentes façam contato com maior frequência. “É necessário se fazer presente na vida do filho, principalmente no quesito afetivo. Fazer ligações, demonstrar e ter interesse pelo cotidiano do pequeno e, sempre que houver oportunidade, passar um tempo juntos, fazendo atividades que dão prazer para ambos. Quem estiver perto da criança em convívio diário, precisa estimular esse encontro entre filho e pai ou mãe distante.”

A ausência pela morte

Há casos em que a ausência é por causa da morte de um dos pais. Para amenizar essa carência é preciso agir com naturalidade, ajudando a criança a viver aquele luto, para que ela não cresça com traumas. “O primeiro a ser feito é auxiliar a criança a vivenciar e elaborar o luto da perda de uma pessoa tão querida e amada. Essa fase é importante. Porém, mesmo após isso ela poderá falar uma vez ou outra sobre a saudade e ficar triste, deixe-a se expressar”, comenta Regiane.

Ela completa finalizando que não é necessário que o pai ou mãe esconda do filho sua tristeza. “Se a pessoa que está ao lado da criança também ficar triste, chorosa e sentir saudades, não deve a todo momento esconder do filho. É bom lidar de modo natural e respeitoso com a situação. Cuidados como esses previnem traumas ou dificuldades futuras com a ausência ou morte de um dos pais.”
fonte: Arca universal

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