quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Bispo Clodomir conta sua história

                       

Conheça detalhes da trajetória de vida desse que hoje é um grande homem de Deus
É madrugada no subúrbio do Rio de Janeiro. Um policial militar segue para casa depois do trabalho quando se vê no meio de uma emboscada armada por traficantes. Há muito aquele policial incomoda os bandidos, e deve ser eliminado.

Catorze tiros são disparados pelo bando, e cabe a um dos bandidos, um adolescente, dar o tiro de misericórdia. Ele treme. Desacostumado a matar, o menino vacila tempo o suficiente para que o policial veja não só o seu rosto, mas o de todos os seus comparsas. Não há alternativa, aquele jovem deve cumprir o plano arquitetado por ele, por seu irmão Clodomir e por outros jovens responsáveis pelo tráfico naquela região.
O rapaz fecha os olhos, vira a cabeça e atira. O policial sente seu pescoço se aquecer com o sangue quente que lhe escapa das veias pelo décimo-quinto buraco aberto em seu corpo. Tudo está acabado.

Sentado no portão de sua casa, numa manhã de sábado de sol escaldante, aos 17 anos de idade, Clodomir, o irmão daquele adolescente, decide que dali para frente a sua vida será matar ou morrer. Relembra a primeira prisão. Pouco tempo depois foi pego uma segunda vez, mas também conseguiu se livrar, por ser menor de idade. A mãe chorava dia e noite implorando ao filho que saísse daquela vida, mas já parecia impossível.

Ele pensa na cirrose que tirou a vida de seu pai, em seu futuro incerto e na morte do irmão. Sim, o irmão de Clodomir não conseguiu matar aquele policial, naquela madrugada, e acabou sendo assassinado. Como nunca havia matado antes, ele fechou os olhos para atirar e acertou o pescoço da vítima em vez de a cabeça, que era o alvo. O policial livrou-se da morte. Mais tarde, contou ao filho o que havia acontecido e a vingança veio, 2 anos depois, em cinco tiros, que encerraram o destino do rapaz.

Infância e juventude perdidas

Clodomir dos Santos Matos nasceu em 6 de outubro de 1966 na periferia do Rio de Janeiro. Com uma família desestruturada, onde o pai era um bicheiro viciado em drogas e a mãe quase não conseguia sustentar os sete filhos, o menino conheceu cedo o desprazer da miséria.

Depois de ganhar na loteria e perder tudo para seus vícios, o pai dele levou a família para um barraco sem água nem luz elétrica. Ali instalou todos os filhos, incluindo Janaina, que nasceu com retardamento motor e viveu impossibilitada de falar ou andar até os 12 anos de idade, quando faleceu.

As irmãs de Clodomir engravidaram na adolescência. O pai pouco ou nada ajudava, e era preciso levar comida para dentro de casa. Com isso em mente, Clodomir e seu irmão entraram para o crime.

Aos 12 anos de idade ele já cheirava cocaína. Impulsionado pelo prazer imediato das drogas e pela necessidade de sustentar sua família, passou logo de dependente a traficante. Migrou dos pequenos furtos aos assaltos a mão armadano bairro Honório Gurgel, na zona norte do Rio.

A “Mão Branca” pega Clodomir
“Mão Branca” foi um grupo de extermínio que existiu dentro da Polícia Militar do Rio de Janeiro entre as décadas de 1970 e 1980. Eles não prendiam, matavam.

Bispo Clodomir foi pego com um cúmplice em uma “boca de fumo” por policiais à paisana. Havia drogas escondidas ali perto, mas os policiais não encontraram. Mesmo assim, os dois adolescentes foram algemados e jogados dentro do carro.

“Vocês vão morrer hoje”, repetiam os policiais. Os dois estavam tão certos de seu destino que demoraram a entender quando foram tirados do carro.

Eles não estavam em um lugar deserto, mas sim cercados por policiais militares devidamente fardados, que evitaram o extermínio de mais dois bandidos. Menores de idade, foram levados até a delegacia e liberados pouco depois.

“Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração”

Naquela manhã quente, enquanto Clodomir pensa que agora é matar ou morrer e no que será de seu futuro, ele recebe em mãos o livro que mudaria a sua vida, dado por um vizinho que nada lhe disse.

O que estava escrito em “Orixás, Caboclos e Guias: Deuses ou Demônios”, de autoria do bispo Edir Macedo, correu por seu sangue, despertando nele a ânsia pela mudança. “Eu comecei a ler, passei mal e, naquele dia, decidi ir para a Igreja. Nunca mais saí”, conta ele.

A vontade de mostrar a todos o que tinha descoberto era tão grande, que Clodomir tornou-se fiel na vida com Deus imediatamente.

“Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal.” Joel 2.12,13

Essas foram as palavras que tocaram o rapaz.
Não foi fácil, mas ele confiou em Deus. Aos poucos, conseguiu se livrar das más companhias. Encontrou um emprego de verdade em uma pequena fábrica e traçou um caminho reto em sua vida: de casa para o trabalho, do trabalho para a igreja e da igreja para casa novamente.

O Verdadeiro Poder
Hoje, 30 anos após segurar aquele livro nas mãos pela primeira vez, Clodomir Santos é um dos bispos mais respeitados da Universal. Entre reuniões e gravações de programas de rádio e tevê, dedica seu tempo a mostrar como a vida de uma pessoa pode ser transformada.
Ao receber a equipe do Universal.org no terceiro andar do templo da Universal em Santo Amaro (zona sul da capital paulista), ele tem a segurança de quem venceu o mundo para responder sobre Deus:

O senhor acredita que sofrer aproxima mais a pessoa de Deus?
Não tenha dúvida! Normalmente a gente costuma dizer que para buscar a Deus, a pessoa precisa chegar ao fundo do poço. Enquanto ela está caindo no poço, ainda tem as paredes para tentar segurar. É o que está acontecendo com muita gente. A pessoa ainda tem uma falsa esperança, uma esperança ilusória, enganosa. Mas quando ela chega ao fundo do poço, só tem o alto para olhar. Nesse momento, só ela sendo muito orgulhosa para não reconhecer que só quem pode tirá-la de lá é Deus. O socorro vem do Alto.

Que mensagem o senhor tem para quem não acredita mais em nada?
Jesus disse a um homem: “... Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado...?” (Lucas 12.20) A maioria das pessoas se prepara para tudo, menos para a morte. E a preparação para a morte é a preparação para a vida. Diante de Deus é assim. O ser humano pensa que é um corpo, mas ele não é um corpo, é uma alma. Essa alma é eterna. E isso se decide aqui, na presença de quem você vai viver enquanto estiver neste mundo, porque se você morrer na presença de Deus, a sua alma vai para a presença de Deus. A gente não tem mais 20, 30 ou 50 anos para viver, e sim uma eternidade.
Fonte: universal.org

Nenhum comentário:

Postar um comentário