sábado, 5 de abril de 2014

E se eu me casar com alguém de outra fé?

                 

Saiba a importância de construir sua vida ao lado de alguém com a mesma visão espiritual que a sua
Ele parece perfeito. É bonito, inteligente e bem articulado, só que falta alguma coisa. Não é caráter, porque ele é uma pessoa generosa e sempre ajuda todos ao seu redor. É trabalhador também, o genro que mamãe pediu a Deus. Ah, espera um pouco, é Deus! É isso mesmo. Ele não tem a mesma fé que eu. Sabe-se lá no que ele acredita.

Quantas mulheres já viveram esse dilema. Ceder ao coração e começar um relacionamento com alguém que não tem a mesma crença que você. E que não quer ter. Essa questão é delicada, pois aqui não entra em jogo se o pretendente é “uma boa pessoa”. Não, definitivamente, esse não é o “xis” da questão.

Para exemplificar, podemos pedir uma ajudinha aos judeus. Para esse povo, o fato de casar com alguém que não professa a mesma religião é um pesadelo para os pais e um escândalo enorme dentro da comunidade judaica. A explicação é muito simples: quando você se guia pelo coração, esquece a razão. Como é possível construir um lar unificado quando o casal tem visões tão diferentes? E, neste caso, não são aquelas “diferenças complementares”, são diferenças que guiam para caminhos opostos. Como caminhar juntos se os caminhos não são os mesmos? Se o casal pretende ter filhos, eles crescerão em uma casa dividida. Terão duas opções de fé e, ao mesmo tempo, não terão nenhuma. É ter de pedir a eles que escolham: “você quer seguir o Deus do papai ou da mamãe?”

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem sofrido com o problema desde que seu filho Yair, de 23 anos, começou a namorar a bela escandinava Sandra Leikanger, de 25. Ela não é judia e os dois se conheceram em Israel, durante seus estudos universitários. O namoro que tem tirado o sono do pai acendeu uma discussão calorosa dentro e fora da Terra Santa. Abdicar da cultura, da criação, dos valores e do que acredita por um namoro pode não ser uma escolha sábia se você levar em consideração que Deus é eterno e, na maioria das vezes, namoros são passageiros.
Fonte: universal.org

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